Tecnologia baseada em lignocelulose melhora a nutrição e a eficiência na suinocultura

Uma tecnologia nutricional desenvolvida no Brasil pela empresa Global Feed Solution propõe otimizar a utilização de fibras na dieta de suínos. A solução atua na saúde intestinal, no aproveitamento de nutrientes e no desempenho zootécnico dos animais, com impacto direto na eficiência da alimentação.

 Comparativo Técnico de Fontes de Fibra

AtributoFibras Convencionais (Farelo de Trigo / Casca de Soja)Tecnologia de Lignocelulose
OrigemSubprodutos agrícolasPinus de florestas cultivadas
Ação FisiológicaRetenção padrão de águaElevada capacidade de retenção de água
Inclusão na RaçãoExige volumes maiores na formulaçãoUtilização em menor quantidade proporcional
SanidadeSujeita a variações e contaminações de loteMenor risco de contaminantes
Impacto DigestivoTrânsito intestinal regularRegula o trânsito, a absorção de glicose e a fermentação

Mapeamento dos Efeitos Fisiológicos e Zootécnicos

A lignocelulose purificada é extraída de madeira de pinus de reflorestamento. O processo confere ao produto alta capacidade de retenção de água, atuando no trato gastrointestinal para regular o trânsito intestinal, controlar a velocidade de absorção da glicose e favorecer a fermentação bacteriana benéfica.
Embora o custo por quilograma do insumo seja superior ao de fontes tradicionais como o farelo de trigo e a casca de soja, a inclusão do produto ocorre em menor dosagem na fórmula final, reduzindo o risco de introdução de contaminações na ração.
Os impactos observados nas diferentes fases de produção incluem:
  • Gestação: A manutenção da saúde digestiva das matrizes resulta no nascimento de leitões com melhor viabilidade.
  • Lactação: Fêmeas com perfil intestinal equilibrado apresentam maior produção de leite, permitindo o desmame de leitões mais pesados.
  • Conversão Alimentar: O equilíbrio da microbiota melhora a absorção de nutrientes, reduzindo estresses metabólicos e otimizando o aproveitamento da ração.

Contexto Econômico da Nutrição Suína

A eficiência alimentar é um fator determinante para a viabilidade econômica da atividade. Em Santa Catarina, dados da Embrapa Suínos e Aves indicam que a ração representou 72,6% do custo de produção do suíno vivo em junho de 2026.
A busca por maior rendimento na conversão alimentar insere-se em uma cadeia nacional que registrou, em 2025, a produção de 5,6 milhões de toneladas de carne suína, das quais 1,5 milhão de toneladas foram destinadas à exportação e o consumo interno atingiu 19,1 kg por habitante.
Fonte: Canal Rural

Fonte: Agrimídia

Data da Notícia: 14/08/2026
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