Os preços do suíno vivo e da carcaça suína registraram em setembro a primeira alta mensal de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi sustentado principalmente pela redução da oferta de carne e pelo aumento da demanda no mercado doméstico.
A valorização ocorreu nas cinco praças acompanhadas pelo
indicador CEPEA/ESALQ. Minas Gerais apresentou o maior avanço no mês, de
22,31%, encerrando 30 de setembro em R$ 6,14 por quilo.
Altas chegam perto de 20% em outras praças
Em São Paulo, o suíno vivo terminou o mês em R$ 5,78/kg, com
valorização de 19,67%. No Paraná, a cotação chegou a R$ 5,37/kg, alta de
19,60%. No Rio Grande do Sul, o preço alcançou R$ 5,27/kg, avanço mensal de
16,08%, enquanto Santa Catarina encerrou setembro em R$ 5,25/kg, valorização de
14,88%. A carcaça suína especial também acompanhou o movimento e fechou o mês a
R$ 8,50/kg, acumulando aumento de 16,28%. Apesar da recuperação do animal vivo
e da carcaça, os preços de cortes suínos apresentaram recuo ao longo de
setembro.
Indústria aumenta ritmo de compras
Segundo o Cepea, a indústria manteve um ritmo de negócios
mais intenso e constante durante o mês, contribuindo para a recuperação das
cotações. Para o início de outubro, agentes consultados pelo Centro indicam
manutenção de um ambiente mais firme. Além do aumento sazonal do consumo das
famílias nos primeiros dias do mês, frigoríficos começam a ampliar a formação
de estoques para as vendas de fim de ano.
A combinação entre disponibilidade mais restrita e maior
presença compradora deverá permanecer no radar do mercado nas próximas semanas.