Santa Catarina manteve a liderança nacional no abate de
suínos no primeiro trimestre de 2026, respondendo por 28,1% dos animais
abatidos no país. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) colocam o Paraná na segunda posição, com 20,9%, seguido pelo Rio Grande
do Sul, com 17,8%. Juntos, os três estados concentraram 66,8% do abate
brasileiro no período, evidenciando o peso da região Sul na produção nacional
de carne suína.
A participação catarinense superou a paranaense em 7,2
pontos percentuais e a gaúcha em 10,3 pontos percentuais. Considerando os três
estados, Santa Catarina respondeu por aproximadamente 42% dos suínos abatidos
na região Sul, enquanto o Paraná representou 31,3% e o Rio Grande do Sul,
26,6%.
O resultado também mostra a concentração da atividade nos
principais estados produtores. De cada 100 suínos abatidos no Brasil entre
janeiro e março, aproximadamente 67 passaram por estabelecimentos localizados
na região Sul.
Minas Gerais lidera fora da região Sul
Fora do Sul, Minas Gerais apresentou a maior participação no abate nacional,
com 11,9%, ocupando a quarta posição no ranking brasileiro. Na sequência
aparecem Mato Grosso do Sul, com 6,6%, São Paulo, com 4,6%, e Mato Grosso, com
4,5%.
Goiás respondeu por 3,2% dos abates, enquanto o Espírito
Santo registrou participação de 0,6%. Os demais estados, agrupados na categoria
“Outros”, representaram 1,7% do total nacional.
Somados, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas
Gerais concentraram 78,7% dos suínos abatidos no Brasil durante os três
primeiros meses de 2026. Ao incluir Mato Grosso do Sul, a participação dos
cinco maiores estados alcança 85,3%.
Sul concentra dois terços do abate nacional
A distribuição regional dos abates mostra que a região Sul responde por uma
parcela expressiva da atividade frigorífica brasileira. Santa Catarina, Paraná
e Rio Grande do Sul, além de ocuparem as três primeiras posições do ranking,
apresentam participações individuais superiores às dos demais estados.
A liderança catarinense também se destaca pela diferença em
relação aos outros mercados. Sua participação de 28,1% é superior à soma dos
percentuais registrados por Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato
Grosso, que juntos representam 27,6% do abate nacional.
Os dados se referem à participação percentual no número de
cabeças abatidas no primeiro trimestre de 2026 e não ao volume de carne
produzido. Também não permitem, isoladamente, avaliar o crescimento ou a
retração dos abates em relação ao mesmo período de 2025, uma vez que o
levantamento apresentado não informa as variações anuais por estado.