O rebanho suíno
brasileiro alcançou 44 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 0,5% em
relação ao ano anterior. Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Santa
Catarina manteve a liderança nacional, com 9,4 milhões de animais, seguida pelo
Paraná, com 7 milhões, e pelo Rio Grande do Sul, com 6,4 milhões de cabeças.
Juntos, os três estados da região Sul concentraram 22,8
milhões de suínos, o equivalente a aproximadamente 51,8% do efetivo nacional.
Santa Catarina respondeu, individualmente, por 21,4% do rebanho brasileiro,
enquanto o Paraná representou 15,9% e o Rio Grande do Sul, 14,5%.
A diferença entre os dois primeiros colocados foi de 2,4
milhões de animais, com o rebanho catarinense aproximadamente 34,3% superior ao
paranaense. Já o Paraná registrou 600 mil cabeças a mais que o Rio Grande do
Sul.
Apesar da expansão de 0,5% no efetivo nacional, o
levantamento indica um crescimento moderado do número de animais em relação a
2024. Considerando a variação informada pelo IBGE, o rebanho brasileiro
aumentou em aproximadamente 219 mil cabeças no período.
Toledo lidera entre os municípios brasileiros
No ranking municipal, Toledo, no Oeste do Paraná, aparece na primeira posição
nacional, com 935 mil suínos em 2025. O município supera Uberlândia, em Minas
Gerais, que ocupa o segundo lugar, com 588 mil cabeças, e Concórdia, em Santa
Catarina, terceira colocada, com 519,4 mil animais.
A diferença entre Toledo e Uberlândia chega a 347 mil
cabeças. Em termos proporcionais, o rebanho do município paranaense é
aproximadamente 59% maior que o do segundo colocado.
Toledo também apresenta um efetivo 80% superior ao de Concórdia, município
catarinense que ocupa a terceira posição.
Os 935 mil animais registrados em Toledo representam cerca
de 13,4% de todo o rebanho suíno do Paraná e 2,1% do efetivo brasileiro. O
município se destaca, portanto, pela concentração de animais, mesmo em um
estado que ocupa a segunda posição no ranking nacional.
Sul concentra mais da metade do rebanho
A distribuição do efetivo suíno brasileiro evidencia a participação dos estados
do Sul na atividade. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul reúnem mais da
metade dos animais contabilizados no país, enquanto os demais estados
respondem, conjuntamente, por aproximadamente 48,2%.
Entre os três maiores rebanhos estaduais, Santa Catarina
concentra 41,2% dos suínos da região Sul, seguida pelo Paraná, com 30,7%, e
pelo Rio Grande do Sul, com 28,1%.
Os números também mostram diferenças na distribuição
territorial da atividade. Embora Santa Catarina tenha o maior rebanho estadual,
o município com o maior efetivo suíno do Brasil está no Paraná.
Os dados integram a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2025,
levantamento anual do IBGE que contabiliza os efetivos dos rebanhos nos
municípios brasileiros. Os números representam a quantidade de animais
existentes no período de referência da pesquisa e não devem ser confundidos com
o volume de suínos abatidos ou com a produção anual de carne suína.