O Ministério da Agricultura informou, em 21 de outubro de
2026, que cinco mercados mantinham restrições após um foco de Newcastle em
perus em Nova Itaberaba, em Santa Catarina. Malásia e México suspenderam
produtos de todo o Brasil. Arábia Saudita, China e Chile aplicaram restrições a
Santa Catarina, com escopos distintos por produto, segundo o MAPA.
A atualização amplia de três para cinco o número de mercados
mencionados pelo ministério em relação ao comunicado de 20 de outubro de 2026.
Naquele registro, México, China e Chile já impunham restrições, e o governo
brasileiro havia negociado a regionalização com os chineses. A diferença entre
suspensão nacional e estadual é central para avaliar a abrangência comercial
das medidas. Os recortes, porém, não apresentam uma relação completa dos
produtos afetados em cada destino nem quantificam os embarques sujeitos às
restrições.
Em outra frente, MAPA e MRE informaram, também em 21 de
outubro, a autorização do Sudão para aves de um dia, ovos férteis, carnes e
miúdos de aves, bovinos e caprinos. A abertura inclui bovinos e búfalos para
reprodução e embriões dessas espécies. Em nota separada, as autorizações de
seis países contemplam aves ornamentais para o Egito e ingredientes de
alimentação animal para o Quênia. Esses dois acessos não correspondem a
liberações de carnes de frango ou suína. A execução dos embarques também merece
acompanhamento. Segundo o MAPA, a Masterboi embarcou 27 toneladas de carne
bovina da unidade de Canhotinho, em Pernambuco, primeira do Nordeste habilitada
para a China; o transporte estava previsto por Suape até Xangai. Em corredor
distinto, o Canal Rural relata embarcações no Tapajós com 60% da capacidade e
calado de 2,50 metros. A restrição pressiona fretes regionais, mas o recorte
não quantifica esse custo nem estabelece relação com a operação pernambucana.