Especialistas em bem-estar animal destacam a importância de uma transição controlada, evitando estresse e garantindo condições adequadas de adaptação. Para aves mais jovens, o acesso ao exterior pode representar uma mudança significativa, exigindo planejamento prévio e manejo criterioso.
Medidas práticas reforçam bem-estar e reduzem riscos sanitários
A reabertura das áreas externas exige preparação das instalações, com foco tanto na sanidade quanto no comportamento das aves. Entre as recomendações estão a limpeza e desinfecção de superfícies, o isolamento de áreas com água parada e a instalação de barreiras contra aves silvestres.
Também são indicadas ações para estimular a adaptação, como oferta de abrigo natural, criação de quebra-ventos e disponibilização de áreas para banhos de poeira. Essas medidas contribuem para reduzir o estresse e incentivar o uso seguro do espaço externo.
Vigilância continua mesmo com redução do risco
Autoridades sanitárias reforçam que, apesar da melhora no cenário epidemiológico, o risco de novos casos não foi totalmente eliminado. A manutenção de protocolos rigorosos de biossegurança segue sendo considerada essencial para evitar a reintrodução do vírus nas granjas.
Além disso, produtores localizados em zonas específicas de proteção ou monitoramento continuam sujeitos a restrições mais rigorosas, incluindo a necessidade de manter as aves confinadas.
Setor avícola mantém atenção diante de cenário ainda sensível
A decisão representa um avanço para sistemas de produção ao ar livre, que dependem diretamente do acesso das aves ao ambiente externo para manter certificações e padrões de bem-estar. No entanto, o setor permanece em estado de alerta, acompanhando a evolução da doença e adotando medidas preventivas.
O episódio reforça a importância da gestão sanitária na avicultura e evidencia o equilíbrio necessário entre produtividade, bem-estar animal e controle de doenças em sistemas de produção modernos.