Produção elevada de suínos em 2026 deve limitar alta de preços

Tradicionalmente no terceiro trimestre do ano as granjas de suínos produzem mais de olho na demanda crescente, e nos preços melhores, com as festas de fim de ano. Em 2026, porém, a grande oferta deve limitar o avanço das cotações.Tradicionalmente no terceiro trimestre do ano as granjas de suínos produzem mais de olho na demanda crescente, e nos preços melhores, com as festas de fim de ano. Em 2026, porém, a grande oferta deve limitar o avanço das cotações. Com base nesses dados, o Cepea (Centro de Estudos de Economia Aplicada) avalia que o pico de produção da suinocultura este ano seja registrado entre julho e setembro, o que pode limitar os avanços das cotações, inclusive no fim do ano.

A crescente oferta de carne suína segue pressionando as cotações do animal e dos cortes para patamares historicamente baixos. Em julho, o preço do suíno vivo em São Paulo registrou o terceiro menor valor da série histórica do Cepea. O recuo acumulado entre janeiro e julho é de 43%.

De acordo o pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, a produção de suínos no Brasil vem em movimento crescente, estimulada por margens positivas e investimentos."Entre 2023 e 2025 a margem foi bastante positiva para o produtor. Coincidiu com a boa precificação do suíno e, principalmente, pelo preço dos grãos em baixa. O produtor se sentiu estimulado a melhorar o rebanho - em termos de manejo, genética, nutrição, sanidade - e assim aumentar a oferta", diz Thiago em entrevista à CNN."Entre 2023 e 2025 a margem foi bastante positiva para o produtor. Coincidiu com a boa precificação do suíno e, principalmente, pelo preço dos grãos em baixa. O produtor se sentiu estimulado a melhorar o rebanho - em termos de manejo, genética, nutrição, sanidade - e assim aumentar a oferta", diz Thiago em entrevista à CNN. "Estamos exportando bastante, batendo recordes mensais. Mas todo esse volume a mais de exportação não tem sido suficiente para equilibrar a formação de preço. E mesmo com a demanda interna, até de certa modo razoável, o aumento da produção e da oferta seguem como protagonistas", avalia Thiago Bernardino.

Com isso a oferta no mercado doméstico deve ser de aproximadamente 4,270 milhões de toneladas em 2026, 4,6% a mais.

Fonte: cnn

Data da Notícia: 31/08/2026
O SINDICARNE / ACAV / AINCADESC utiliza cookies para a geração de estatísticas nos acessos do site, essas informações são armazenadas em caráter temporário exclusivamente para esta finalidade. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com o monitoramento.