Os preços dos ovos permaneceram relativamente estáveis na
maioria das regiões brasileiras durante a primeira quinzena de outubro,
sustentados pelo equilíbrio entre oferta e demanda. Entretanto, a redução no
ritmo das negociações e as chuvas mais intensas, especialmente no Sul do país,
podem aumentar a pressão sobre as cotações no curto prazo, segundo análise
divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta
sexta-feira (16). De acordo com o levantamento, o abastecimento das redes
atacadistas e varejistas tem diminuído a necessidade de novas compras em
algumas praças. Apesar da estabilidade observada ao longo da quinzena, os
indicadores mais recentes já apontam recuos pontuais nos preços da proteína.
Cotações apresentam quedas em São Paulo
Em Bastos (SP), importante polo produtor de ovos, a caixa de
30 dúzias de ovos brancos foi negociada a R$ 132,16 em 15 de outubro, com queda
diária de 0,13%. Para os ovos vermelhos, o valor chegou a R$ 143,71, recuo de
0,89% em relação ao dia anterior.
Na Grande São Paulo, os ovos brancos foram cotados a R$
140,63 por caixa, baixa de 0,53%, enquanto os vermelhos atingiram R$ 151,90,
retração de 0,22%. Os resultados mostram que, embora o mercado tenha
apresentado estabilidade na maior parte da quinzena, algumas regiões
registraram ajustes negativos.
Preços variam entre regiões produtoras
Em Santa Maria de Jetibá (ES), a caixa de ovos brancos foi
negociada a R$ 135,29, queda diária de 1,03%, enquanto os vermelhos ficaram em
R$ 157,24, conforme os indicadores do Cepea referentes a 15 de outubro.
No Recife (PE), os preços médios foram de R$ 140,94 para
ovos brancos e R$ 150,91 para vermelhos. Já na Grande Belo Horizonte (MG), as
cotações alcançaram R$ 143,61 e R$ 159,48, respectivamente.
Os valores correspondem a caixas de 30 dúzias,
comercializadas à vista, com condições FOB nas praças produtoras de Bastos e
Santa Maria de Jetibá e CIF nas demais regiões citadas.
Chuvas e demanda exigem atenção
Segundo pesquisadores do Cepea, a comercialização tem
enfrentado dificuldades devido ao menor interesse de compradores já abastecidos
e às condições climáticas adversas, principalmente no Sul.
Para os próximos dias, a manutenção das cotações dependerá
do ritmo de reposição dos estoques, da demanda atacadista e varejista e das
condições de escoamento da produção. Caso as negociações continuem
enfraquecidas, novas pressões sobre os preços poderão ocorrer no curto prazo.