Após um encerramento de ano considerado atípico, 2025 terminou com estabilidade nos preços do suíno no último trimestre, sinalizando um ajuste mais consistente entre oferta e demanda no mercado interno. No entanto, a primeira quinzena de 2026 trouxe um movimento de retração nas cotações, comportamento tradicional do início do ano, período marcado pelo maior comprometimento do orçamento do consumidor com impostos, despesas sazonais e reorganização financeira das famílias.
As cotações do suíno vivo e da carcaça atingiram o valor máximo no ano em setembro/25 (gráfico 1), justamente no mês em que houve recorde histórico de exportações. Chama a atenção, no mesmo gráfico 1 que, desde março/25 as cotações do suíno vivo em São Paulo ultrapassaram Minas Gerais, posição que se mantém até hoje. Entre setembro/25 e novembro/25 também o Paraná ultrapassou Minas Gerais. Esta inversão entre MG e SP demonstra diferenças regionais de demanda, visto que MG, cuja produção cresceu significativamente no ano passado, é um mercado mais “fechado”, enquanto São Paulo busca boa parte do abate em outros estados, muitas vezes disputando com grandes empresas exportadoras que, com mercado externo aquecido, complementam seu abate buscando animais no mercado spot. A tendência é que esta situação se prolongue enquanto o mercado de exportação estiver em crescimento.
Os números de exportação de 2025 estão consolidados e confirmam um crescimento bastante significativo dos embarques. Conforme a tabela 1, a seguir, a carne suína e seus derivados exportados (in natura e processados) representaram quase 1,5 milhão de toneladas, um crescimento de 11,62% em relação ao ano anterior, totalizando uma receita de mais de 3,5 bilhões de dólares.