O mercado brasileiro de ovos amplia a variedade de produtos
e sistemas de produção, com opções convencionais, caipiras, orgânicas, livres
de gaiolas, enriquecidas com nutrientes e processadas. A diversificação
acompanha o crescimento do consumo e aumenta a importância das regras de
identificação e rotulagem.
Segundo o Instituto Ovos Brasil, o consumo per capita passou
de 120 ovos por ano, em 2010, para 310 unidades em 2026. O país ocupa a quarta
posição mundial na produção e a sexta no consumo.
Sistema de criação define diferenças
Ovos brancos e vermelhos possuem composição nutricional
semelhante. A diferença de cor da casca está principalmente relacionada à
linhagem das aves e, isoladamente, não representa vantagem nutricional.
Nos sistemas caipiras, a criação deve atender requisitos
específicos, incluindo acesso das aves a áreas externas de pastejo e medidas de
biosseguridade. Já nos modelos livres de gaiolas, as galinhas permanecem soltas
dentro dos galpões e podem ou não ter acesso externo, dependendo do sistema
utilizado.
A produção orgânica segue regras próprias para alimentação,
manejo, medicamentos e insumos. Expressões comerciais como “galinhas felizes”
ou “happy eggs”, por outro lado, não substituem as denominações previstas na
legislação nem dispensam a comprovação das características informadas na
embalagem.
Consumo interno concentra produção
A fiscalização dos estabelecimentos produtores é realizada
pelos serviços de inspeção municipal, estadual ou federal, conforme o âmbito de
comercialização. No varejo, também atuam as vigilâncias sanitárias. Cerca de
20% da produção nacional chega às grandes redes de supermercados, enquanto o
restante é distribuído por outros canais e pela indústria.
No mercado externo, o Brasil exportou 40.894 toneladas de
ovos em 2025, crescimento de 121,4% sobre 2024. Estados Unidos, Japão, Chile,
México e Emirados Árabes Unidos ficaram entre os principais destinos.