Ao contrário do tombo registrado no mercado de ovos, o setor de corte conseguiu fechar o mês de julho com estabilidade nos preços da carne de frango na maior parte das praças brasileiras. Contudo, o cenário financeiro para o produtor foi de aperto nas margens por conta do encarecimento da ração.
Preços sustentados: As cotações da carne mantiveram-se praticamente inalteradas entre junho e julho na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.
Gestão de oferta: A ligeira redução no alojamento conteve a disponibilidade de animais abatidos, compensando exatamente a retração natural do consumo registrada na segunda metade de julho por conta das férias.
Enquanto os preços da carne final ficaram parados, os custos com alimentação animal pesaram na conta do produtor:
Poder de compra em queda: Na comparação com julho de 2025, o poder de compra do avicultor paulista despencou 16% frente ao farelo de soja e 12% frente ao milho.
Grãos mais caros: A oferta limitada de milho e farelo de soja no mercado de lotes de Campinas (SP) elevou o valor de ambos os insumos na passagem de junho para julho, encarecendo a produção do frango vivo.
| Indicador / Foco | Semana Passada (24/07) | ESTA SEMANA (31/07) — DESTAQUE |
| Mercado de Carne | Demanda fraca na ponta final devido às férias | Preços estáveis sustentados pelo equilíbrio entre oferta e demanda |
| Alojamento de Aves | Tendência de ajuste | Ligeira redução confirmada, impedindo acúmulo de estoques |
| Custo de Ração | Queda no poder de compra de até 16% em um ano | Grãos seguem sustentados por menor oferta no mercado de lotes |
| Margem do Produtor | Pressionada pela alta simultânea de milho e soja | Pressionada — custo elevado exige cautela na gestão |
A avicultura de corte demonstrou capacidade de reação ao controlar a oferta de aves no momento exato em que a demanda sazonal das férias escolares desacelerou o consumo. Apesar de ter protegido o valor final da proteína no atacado, o setor enfrenta o desafio da compressão de margens trazida pela sustentação nos preços dos grãos.
Da Redação, com informações do Cepea