Demanda aquece mercado e carcaça suína acumula alta de 7,39% em setembro

O mercado brasileiro de suinocultura registra altas expressivas nas cotações do animal vivo e da carcaça especial no atacado da Grande São Paulo, impulsionadas pelo aquecimento consistente da demanda na ponta final do consumo. O ritmo acelerado de negócios por parte da indústria frigorífica superou significativamente os volumes transacionados na semana anterior, forçando a busca imediata por novos lotes para abate e encurtando as escalas de programação das agroindústrias.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização reflete um ajuste estrutural na cadeia de suprimentos, onde a oferta de animais em peso ideal de abate não tem acompanhado a velocidade do escoamento no varejo. Este movimento de alta nos preços de referência proporciona um alívio imediato nas margens financeiras dos suinocultores independentes, que vinham enfrentando volatilidade nos custos de nutrição ao longo do ano. A sustentação deste patamar remunerador dependerá da manutenção do poder de compra do consumidor doméstico e da continuidade do fluxo de reposição nos supermercados durante a segunda quinzena do mês.

No mercado financeiro e de câmbio, a taxa PTAX encerrou o dia 15 de setembro de 2026 cotada a R$ 5,1484 para compra e R$ 5,1490 para venda, conforme dados oficiais do Banco Central do Brasil (BCB). Este patamar cambial consolidado acima da faixa de R$ 5,10 atua como um fator de impacto bidirecional para a agroindústria nacional. Se por um lado encarece a importação de insumos veterinários, maquinários e aditivos nutricionais essenciais para a produção, por outro, eleva a conversão em reais das receitas obtidas com as exportações de carne suína e de aves, garantindo rentabilidade nas operações de comércio exterior. A atratividade das exportações ganha reforço adicional com as recentes movimentações institucionais do setor na Ásia. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) realizou um encontro estratégico em Seul, focado em estabelecer parcerias de longo prazo voltadas à segurança alimentar com a Coreia do Sul. O objetivo central destas tratativas é expandir o acesso e o volume de embarques de carnes de aves e suínos para o mercado sul-coreano. Esta diversificação de destinos asiáticos é vital para reduzir a dependência de compradores tradicionais e enxugar a oferta interna, o que, consequentemente, fortalece a formação de preços no mercado doméstico brasileiro.

Fonte: agrimidia

Data da Notícia: 17/09/2026
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