O custo de produção do suíno vivo em Santa Catarina aumentou
0,96% em agosto, segundo dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos
(CIAS), da Embrapa Suínos e Aves. O custo passou de R$ 6,29/kg vivo em julho
para R$ 6,35/kg em agosto. No mesmo período, o ICPSuíno avançou para 363,13
pontos.
Apesar da alta mensal, o indicador acumula queda de 2,04%
nos oito primeiros meses de 2026. Na comparação dos últimos 12 meses, porém, o
ICPSuíno registra alta de 1,74%.
A ração permaneceu como o principal componente do custo de
produção. Em agosto, respondeu por 72,53% do custo total e apresentou alta de
0,98% em relação a julho. No acumulado de 2026, o componente registra queda de
0,85%, enquanto, em 12 meses, acumula alta de 4,29%.
O custo de capital representou 6,84% do total em agosto. O
componente subiu 2,91% no mês, mas acumula queda de 9,28% no ano e de 14,37%
nos últimos 12 meses.
O transporte correspondeu a 4,13% do custo total e
permaneceu estável em agosto. No acumulado de 12 meses, entretanto, registra
alta de 9,70%.
A depreciação respondeu por 3,47% do custo e não apresentou
variação no mês, no ano ou nos últimos 12 meses. A mão de obra representou
3,44% do total e também ficou estável na comparação mensal, mas acumula alta de
9,87% tanto no ano quanto em 12 meses.
Na composição do custo, a sanidade representou 2,71%, a
genética 2,00%, a energia elétrica, cama e calefação 1,42%, manutenção e seguro
1,24%, Funrural 1,13% e outros custos 1,11%.
Entre esses componentes, energia elétrica, cama e calefação
apresentou alta de 8,32% no mês, 9,95% no acumulado do ano e 29,34% em 12
meses. A genética recuou 1,34% em agosto, 27,76% no ano e 27,10% em 12 meses. O
Funrural caiu 2,45% no mês, 41,54% no ano e 40,75% em 12 meses.
Evolução ao longo de 2026
O custo de produção do suíno vivo em Santa Catarina começou
o ano em R$ 6,45/kg e recuou mês a mês até junho, quando atingiu R$ 6,21/kg. Em
julho, voltou a subir para R$ 6,29/kg e chegou a R$ 6,35/kg em agosto.
|
Mês |
Custo
de produção |
|
Janeiro |
R$
6,45/kg |
|
Fevereiro |
R$
6,36/kg |
|
Março |
R$
6,30/kg |
|
Abril |
R$
6,25/kg |
|
Maio |
R$
6,23/kg |
|
Junho |
R$
6,21/kg |
|
Julho |
R$
6,29/kg |
|
Agosto |
R$
6,35/kg |
No período de janeiro a agosto, a média informada pela CIAS
para Santa Catarina é de R$ 6,31/kg vivo.
Os coeficientes técnicos considerados pela Embrapa para o
cálculo são peso de 125 kg, 26,8 suínos vendidos por matriz ao ano e conversão
alimentar do rebanho de 2,43 kg.
Custos nos estados
Além de Santa Catarina, a CIAS acompanha os custos de
produção de suínos em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do
Sul. Em agosto de 2026, os valores disponíveis são:
|
Estado |
Agosto/2026 |
|
Goiás |
— |
|
Minas
Gerais |
— |
|
Mato
Grosso |
— |
|
Paraná |
R$
5,96/kg |
|
Rio
Grande do Sul |
R$
6,40/kg |
|
Santa
Catarina |
R$
6,35/kg |
Para Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, não há valor de
agosto na série apresentada. Os dados disponíveis para esses estados em 2026
são, respectivamente, R$ 6,50/kg em março e R$ 6,24/kg em junho para Goiás; R$
6,15/kg em março e R$ 6,03/kg em junho para Minas Gerais; e R$ 4,74/kg em março
para Mato Grosso.
A Embrapa utiliza Santa Catarina e Paraná como estados de
referência para o cálculo dos índices de custos de produção de suínos e
frangos, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas para Goiás,
Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Os dados são divulgados pela Central de Inteligência de Aves
e Suínos (CIAS), plataforma da Embrapa que reúne custos de produção,
estatísticas e análises das cadeias de aves e suínos.