A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta que o Brasil exporte 7,74 milhões de toneladas de soja em setembro, volume 11% superior ao embarcado no mesmo mês de 2025. Para o milho, a estimativa é de 5,2 milhões de toneladas, queda de 25,5% na comparação anual. Os dados constam do relatório semanal da entidade e são baseados na programação de embarques.
Segundo a Anec, a colheita do milho segunda safra está próxima da conclusão. Até a primeira semana de setembro, 96,6% da área havia sido colhida, em ritmo semelhante à média dos últimos cinco anos, de 96,5%. A entidade atribui os menores volumes observados nos últimos dois meses, na comparação anual, à retenção do milho colhido, à maior atratividade do mercado físico e à margem de exportação apertada.
Para o farelo de soja, a projeção é de 2,64 milhões de toneladas em setembro, alta de 34,3% ante igual mês de 2025 e avanço de 24,7% sobre agosto. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques do produto somam 20,01 milhões de toneladas, crescimento de 15%.
A programação da semana de sábado (6) a sexta-feira (12) indica 2,14 milhões de toneladas de soja, 1,54 milhão de toneladas de milho e 509,6 mil toneladas de farelo de soja. Entre os portos, Santos lidera os embarques previstos de soja, com 476,6 mil toneladas, e de milho, com 651,7 mil toneladas.
A Anec também estima embarques de 74,8 mil toneladas de DDGS e 1,15 milhão de toneladas de sorgo em setembro. Somados soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para o mês totalizam 16,80 milhões de toneladas, alta de 4,8% sobre setembro do ano passado. A entidade ressalta que os números podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.