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INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
15/01/2021
USDA aponta aumento na produção, consumo e exportação mundiais de soja e milho
Por outro lado, os estoques globais irão apresentar queda, o que deve manter os preços elevados destes insumos

Suinocultura Industrial

As produções globais de milho e soja da Safra 2020/2021 irão apresentar crescimento na produção, consumo e exportações. Os dados fazem parte do 9º Levantamento divulgado pelo USDA; e compilado pelo Departamento de Agronegócio da Fiesp. Por outro, os estoques mundiais de ambos os grãos terão recuo.

Safra mundial de milho 2020/2021

Em relação ao relatório anterior do USDA, houve uma redução da projeção para a produção mundial de milho, com recuos estimados nas lavouras da Argentina e Brasil. Com isto, a colheita do cereal está estimada em 1,13 bilhão de toneladas. No comparativo com a Safra 2019/2020, este montante representa crescimento de 1,6%.

Já o consumo global de milho deve se ampliar 2,2%. Segundo destaque do boletim da Deagro/Fiesp, para a China, o USDA elevou em “1,5 milhão de toneladas a estimativa para o consumo do cereal em relação ao levantamento do mês passado. Desde o 1º levantamento, em maio, a previsão para a demanda de milho no país já aumentou 12,0 milhões de toneladas”.

No caso das exportações, a expectativa é de um volume global 8% maior, com o Brasil ampliando em 11,4% seus embarques. Em relação aos estoques mundiais, a tendência é de queda de 6,3%. O mercado chinês – detentor do maior estoque do cereal em todo o mundo – deve chegar ao final da safra com estoques 4,4% menores em relação ao ciclo anterior.

Safra mundial de soja 2020/2021

O 9º Levantamento do USDA, sob análise da Deagro/Fiesp, aponta que “as exportações mundiais de soja para 2020/21 foram estimadas em 169,1 milhões de toneladas, crescimento de 0,6 milhão de toneladas em relação à previsão de dezembro. Em relação à safra 2019/20, observa-se aumento de 2,7% nos embarques”.

Em termos de produção, a expectativa é de um crescimento global de 7,3%, com destaques para os EUA (16,4%), China (8,3%) e Brasil (5,6%). Segundo o relatório da Fiesp, o consumo mundial permaneceu inalterado em relação ao levantamento anterior do USDA. No entanto, na comparação com a safra passada, a demanda pela oleaginosa deve ficar 4,3% maior.

Os estoques mundiais de soja, no entanto, tendem a apresentar queda significativa, de dois dígitos, caindo 11,6% no comparativo com o estoque da safra anterior.

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