Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
03/07/2019
Avicultura
China reanima mercado internacional de frango
Setor obteve avanços nos dois primeiros trimestres e terá bom desempenho também no terceiro, segundo o Rabobank

Brasil Agro

O mercado de carne de frango conseguiu se recuperar neste ano e obteve avanços no primeiro semestre. Esse cenário deverá continuar no terceiro trimestre.

Há uma oferta equilibrada da proteína no Brasil, na União Europeia, na Índia e nos Estados, enquanto a China é a mola propulsora desse mercado no momento.

Os países que estão habilitados a exportar para os chineses, como é o caso do Brasil, conseguem um melhor desempenho na produção e nos preços. Os demais, de qualquer forma, se aproveitam da evolução do mercado internacional.

A avaliação é do Rabobank, banco especializado em agronegócio e com atuação nos principais países produtores de commodities agropecuárias.

Essa presença mais atuante da China no setor de proteína se deve à queda de produção de carne suína no país neste ano.

Na avaliação da instituição financeira, a produção deverá cair de 25% a 35% em 2019, devido aos efeitos da peste suína africana no país. A doença, que surgiu de forma mais acentuada em meados do ano passado na China, já se alastrou para vários outros países da Ásia.

A queda na produção de carne suína no país asiático coloca uma demanda ainda maior nas demais proteínas. E esse será um caminho longo, uma vez que o país tem disponibilidade limitado de material genético de reposição suína.

Na avaliação do Rabobank, a demanda chinesa favorece o Brasil, país que tem restrição interna de renda e pouca evolução do PIB (Produto Interno Bruto).

A demanda chinesa dá ânimo ao setor brasileiro porque ele tinha pela frente o desafio de redução de compras da União Europeia e da Arábia Saudita.

Os chineses devem se consolidar como os principais importadores deaves dos frigoríficos brasileiros, substituindo os árabes. As importações totais de carne de frango feitas pela China somaram 213 mil toneladas de janeiro a abril, 44% mais do que nos quatro primeiros meses do ano passado.

A participação brasileira, que chegou a 80% no ano passado, está em 70% neste. A China está aumentando o leque de países fornecedores. Argentina e Tailândia entraram nesse rol.

Na avaliação do Rabobank, a redução da carne suína, principal fonte de proteínas na China, fará o país ter um aumento significativo nas importações de frango neste ano (Folha de S.Paulo, 3/7/19)

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