Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
13/11/2017
Suinocultura
Suínos com padrões ideais é realidade no Sul do Brasil
Programa de padronização elaborado por cooperativa já alcança 2.546 produtores e soma resultados satisfatórios em índices zootécnicos, conversão alimentar e índices econômicos

Revista Suinocultura Industrial

Para atender a demanda crescente por alimentos, as condições de produção, processamento e comercialização, têm passado por muitas mudanças que resultaram em uma reorganização no conceito e na percepção da qualidade dos produtos de origem animal. Para garantir a qualidade da carne, vários países aprovaram leis com o propósito de criar padrões para as proteínas e seus derivados, através de sistemas normativos, inspeção, rastreabilidade e certificação desde a fazenda até o consumidor. Sob esse aspecto, a padronização garante grande parte da inocuidade e valor nutricional do alimento, além da qualidade e da segurança alimentar e do sistema de produção, que deve estar de acordo com a legislação ambiental, ser socialmente justo, economicamente viável e que respeite o bem-estar dos animais.

Grandes consumidores da proteína animal brasileira, mercados como o europeu e o japonês, requerem dos seus fornecedores a implantação de processos de controle de qualidade para certificar que os produtos ofertados estão de acordo com os padrões exigidos. Entendendo a demanda externa, a Coopercentral Aurora Alimentos há nove anos desenvolve o projeto Suíno Ideial, em parceria com cooperativas filiadas. A ideia é tão simples quanto arrojada: produzir um suíno estandardizado, ou seja, que obedeça a padrões de peso, tamanho, qualidade da carne, entre outros aspectos que permitam a otimização do aproveitamento industrial.

Comandado pelo diretor de Agropecuária Marcos Antônio Zordan, coordenado pelo gerente de Suinocultura Valdir Schumacher e implantado pelo assessor de Suinocultura Sandro Luiz Treméa, o projeto iniciou com um diagnóstico da cadeia de suínos realizada no primeiro semestre de 2007 que resultou numa proposta de implantação iniciada em agosto do mesmo ano. “A proposta surgiu da necessidade de padronizar a cadeia de produção de suínos no sistema Aurora. Cada filiada tinha um procedimento de trabalho e, consequentemente, uma grande variação de resultado”, explica Treméa.

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