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11/08/2017
Brasil e EUA elevam oferta de grãos no mundo
Estados Unidos e Brasil mostraram nesta quinta-feira (10) o quanto vai ser grande a oferta de grãos no mundo nos próximos meses

Notícias Agrícolas

Estados Unidos e Brasil mostraram nesta quinta-feira (10) o quanto vai ser grande a oferta de grãos no mundo nos próximos meses. Os órgãos responsáveis pelo acompanhamento da produção de grãos nos dois países apontam para números recordes.

A safra brasileira deste ano, que se encaminha para o final, ficará próxima de 240 milhões de toneladas.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) prevê 242 milhões. Já a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima 238 milhões.

Nos Estados Unidos, o Usda (Departamento de Agricultura) elevou a produtividade da soja, cujas lavouras estão em desenvolvimento, para um patamar superior ao que previa o mercado. Na avaliação do órgão, a produção da oleaginosa atingirá o recorde de 119,2 milhões de toneladas na safra 2017/18.

No Brasil, a safra de soja, já colhida, soma o recorde de 114 milhões de toneladas.

Em ambos os países, que estão entre os principais produtores e exportadores de grãos no mundo, o clima foi fundamental nas culturas de soja e de milho. No caso brasileiro, a maior produção se deve ainda ao aumento de 2,3 milhões de hectares na área de plantio.

As condições climáticas no Brasil favoreceram mais a safra de verão, que teve o volume produzido aumentado em 53 milhões de toneladas, em relação ao anterior. Foram colhidos 232 milhões de toneladas.

Já no inverno, a safra de trigo, a principal do período, foi afetada por fortes geadas.

Clima e redução de área de plantio fizeram a Conab reduzir a estimativa de produção do cereal para 5,2 milhões de toneladas neste ano. Em 2016, a produção atingiu 6,7 milhões de toneladas.

Os Estados Unidos também tiveram problemas pontuais de clima. O Meio-Oeste, principal área produtora de grãos do país, e que engloba 12 Estados, deverá obter produtividade menor em algumas regiões.

Área maior e produtividade boa nos Estados do Sul e do Sudeste do país, porém, devem compensar parte do rendimento menor da soja em áreas do Meio-Oeste, segundo Daniele Siqueira, analista da AgRural.

Os Estados do Meio-Oeste somam 85% da produção de grãos do país. Os do Sul e Sudeste, 13%. Nesta última região, Lousiana, Mississippi e Tennessee estão entre os que têm rendimento bom nesta safra, segundo Siqueira.

MILHO

A produção brasileira de milho deverá subir para o recorde de 97,2 milhões de toneladas, 31 milhões de toneladas a mais do que no ano passado.

Já a safra de milho dos Estados Unidos deverá recuar para 360 milhões de toneladas, 25 milhões a menos do que em 2016/17. Enquanto o Meio-Oeste, que detém 85% da produção total do país, terá uma redução de 9 sacas por hectare, os Estados do Sul e do Sudeste deverão aumentar a produtividade em 15 sacas por hectare, segundo Siqueira.

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Estoques de suco de laranja caem 69%

Os estoques de suco de laranja recuaram para apenas 107 mil toneladas no final de junho, um patamar 69% inferior ao de igual período do ano passado, conforme dados da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).

"É de longe o menor patamar da história e bem inferior ao mínimo necessário", afirma Ibiapaba Netto, diretor-executivo da entidade.

E o cenário para a safra 2017/18 também não é confortável. As indústrias deverão processar 314 milhões de caixas de laranja (40,8 quilos cada) nesta safra no chamado cinturão cítricola de São Paulo e do Triângulo Mineiro (MG).

Essa moagem deverá render 1,18 milhão de toneladas de suco na safra 2017/18. Segundo a indústria, são necessárias 267 caixas de laranja para a produção de uma tonelada de suco.

Somada a produção de São Paulo e de Minas Gerais à do Paraná e do Rio Grande do Sul, o volume total de suco do país será de 1,21 milhão de toneladas.

O volume a ser produzido nesta safra, mais as 107 mil toneladas de estoques de junho, aponta para uma disponibilidade total de suco de laranja de 1,31 milhão de toneladas na safra 2017/18.

As demandas externa e interna são de 1,1 milhão de toneladas. Ou seja, o país, o maior produto mundial de suco, terminará a safra 2017/18, em junho de 2018, com estoques de 208 mil toneladas, ainda muito baixos.

"Vamos sair de um volume péssimo e ter um apenas administrável", diz o executivo da CitrusBR.

Se confirmados esses números, o estoque final da safra 2017/18 será o segundo menor da história da indústria.

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